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30 de nov de 2011

ribeiro de besor

PAINEL TEEN


Ribeiro de Besor. Não se sinta mal se você nunca ouviu falar do lugar. A maioria nunca ouviu; contudo, mais pessoas precisam conhecê-lo. A narrativa so­bre o ribeiro de Besor merece um lugar na prateleira da biblioteca dos esgotados. Ela fala palavras doces ao coração cansado.

A história surge das ruínas de Ziclague. Como vimos, Davi e seus 600 soldados voltam da guerra contra os filisteus e encontram a des­truição total. Um bando de invasores amalequitas passou pela aldeia, sa­queou-a e levou as mulheres e crianças como reféns. A dor dos homens se converte em raiva, não contra os amalequitas, mas contra Davi. Afinal, não foi ele que os levou para a batalha? Não foi ele que deixou as mulhe­res e crianças sem proteção? Não é ele que leva a culpa? Então ele precisa morrer. Assim, eles começam a pegar pedras. Esse talvez fosse seu pior momento.
Mas ele o transforma em um dos melhores.
Davi redireciona a raiva de seus homens para o inimigo. Eles começam a perseguir os amalequitas. Lembre-se do cansaço dos homens. Eles ainda trazem a poeira da estrada depois de uma longa campanha e não sufocaram totalmente a raiva que sentem de Davi. Eles não conhecem o esconderijo dos amalequitas, e, se não fosse por amor aos seus entes queridos, talvez desistissem.
Na verdade, 200 desistem. O exército chega a um ribeiro chamado Besor e eles descem dos cavalos. Os soldados entram no riacho e jogam água no rosto, afundam os dedos dos pés na lama fria e se esticam na gra­ma. Ouvindo a ordem de que sigam em frente, 200 preferem descansar. "Continuem sem nós", eles dizem.
Até que ponto uma pessoa precisa ficar cansada para abandonar a busca de sua própria família?
A igreja tem seu quorum de tais pessoas. Pessoas boas. Pessoas te­mentes a Deus. Há apenas horas ou anos, elas marchavam com muita determinação. Mas agora a fadiga as consome. Elas estão exaustas. Tão esgotadas e cansadas que não conseguem reunir forças para salvar os do mesmo sangue. A idade avançada roubou-lhes o ar. Ou talvez tenha sido uma série de derrotas de tirar o fôlego. O divórcio pode levá-lo ao ribei­ro. O vício também. Seja qual for a razão, a igreja tem sua cota de pessoas que simplesmente se sentam e descansam.
E a igreja precisa decidir. O que fazemos com as pessoas que es­tão no ribeiro de Besor? Devemos repreendê-las? Devemos humilhá-las? Devemos dar-lhes um descanso mas contar os minutos? Ou fazemos o que Davi fez? Davi deixou que ficassem.
Ele e os 400 guerreiros restantes recomeçam a perseguição.
Davi e seus homens vão para cima do inimigo como gaviões sobre ratos. Cada mulher e cada criança israelitas são resgatadas. Cada amale­quita ou cai morto ou foge, deixando despojos preciosos para trás. Davi passa de bode expiatório a herói, e a algazarra e a gritaria começam.
E os 200 homens que descansaram?
Talvez você se sinta como alguns dos homens de Davi se sentiram: "Uma vez que não saíram conosco, não repartiremos com eles os bens que recuperamos. No entanto, cada um poderá pegar sua mulher e seus filhos" (30:22).
Observe as palavras de Davi: ele refere-se a quem "ficou com a bagagem" — como se esse fosse o trabalho deles. Eles não pediram para guardar os suprimentos; queriam descansar. Mas Davi dignifica a decisão deles de ficar.
Davi fez muitas coisas importantes em sua vida. Ele fez muitas coisas insensatas em sua vida. Mas talvez a mais nobre tenha sido essa ação rara­mente discutida: ele honrou os soldados cansados no ribeiro de Besor.
Algum dia, alguém lerá o que Davi fez e chamará a igreja deles de a Congregação junto ao ribeiro de Besor. Não é isso que a igreja tem por objetivo ser? Um lugar para que os soldados recuperem suas forças?
Se você estiver listado entre eles, aqui está o que você precisa saber: não há problema algum em descansar. Jesus é seu Davi.
Ele luta quando você não pode. Ele vai aonde você não pode ir. Ele não fica nervoso se você fica sentado. Não foi ele que fez o convite: "Venham comigo para um lugar deserto e descansem um pouco" (Mar­cos 6:31)?
O ribeiro de Besor abençoa o descanso.
O ribeiro de Besor também adverte contra a arrogância. Davi sabia que a vitória era um presente. Lembremo-nos da mesma coisa. A salvação vem como o egípcio no deserto, uma agradável surpresa que aparece no caminho. Não obtida. Não merecida. Quem são os fortes para criticar os cansados?
Você está cansado? Tome fôlego. Precisamos de sua força.
Você é forte? Deixe o julgamento para os cansados. E provável que você precise cair em cheio. E, quando cair, o ribeiro de Besor é uma boa história para se conhecer.
Referencia livro: Derrubando Golias
 
por Max Lucado

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